Há muitos anos atrás, quando eu era bem pequeno, me ensinaram a
doutrina católica através de histórias que eu gostava muito. Meus professores
eram pessoas muito sábias, tinham muito conhecimento. Sabiam as mais belas
histórias e também sabiam contá-las, e desde muito pequeno eu convivi com
histórias de muito bom gosto.
Eu ouvia essas histórias maravilhosas e percebia que essa era a melhor
forma de se ensinar alguém. Nosso Senhor Jesus Cristo ensinava por parábolas,
conforme se vê no evangelho. Se o próprio Deus havia escolhido essa forma, é
porque era a forma mais perfeita de se ensinar. Disso me convenci.
Com o passar dos anos, contei muitas histórias para fazer bem a
muitas almas. Acabei sendo conhecido no mundo Católico por “contador de
histórias”, e, depois, escrevendo essas histórias pela internet acabei sendo
conhecido por “Apóstolo das Letras”. Histórias essas que voaram longe.
Percebi que muitas pessoas que gostavam de minhas histórias, também
ensinavam através de histórias e além de narrar fatos muito bonitos, repassavam as minhas para outros.
Numa certa noite, quando o céu estava estrelado e a brisa da
madrugada era amena e convidativa para reflexões, eu escrevi:
Exortação à quem Deus se serve para ser apóstolo
pelas letras
Há muitas artes. Arte de contar estórias. Arte
de falar. Arte de pintar ou mesmo de musicar. Entre todas essas artes, para nós
apóstolos pelas histórias, sem dúvida nenhuma a arte de escrever é de importância
fundamental.
Escrever
não é tarefa fácil... Procuremos escrever com caridade cristã. Escrevamos com arte Cristã.
Se há alguma coisa tão necessária nos nossos
dias, essa coisa pode ser resumida na salvação das almas.
Escolher
palavras, “endireitar” frases... As palavras são tão ricas em significado... E
como são cheias de sinônimos e símbolos.
Acredito
mesmo que algumas leituras podem tocar mais profundamente uma alma do que um
discurso falado.
Como é que é isso? Como
escrever com arte cristã?
Muita gente escreve com as mãos, outros escrevem
com o coração.
Uns abordam a vida cotidiana, outros o cotidiano
da vida.
Uma coisa é certa: em todo o escrito tem a alma
do escritor.
Escreva
como se fosse um mero comentário... e depois as ideias brotam... Deixe a graça de
Deus te conduzir para as regiões mais elevadas do pensamento. Aí então a pena desliza no papel.
Crie polemica com seu próprio texto... Só tenha
cuidado para ele não ganhar de você.
Escrever é uma arte onde sempre digladiamos eu e minha mão, meu coração e minha
mão.
Mãos acenam, escrevem, indicam, exprimem...
Será que elas têm vida própria?
É na mão
que carregamos nossos compromissos, como uma aliança ou um anel de formatura.
Mãos de responsabilidade.
Quando a mão assina algum documento, obriga o
resto do corpo a cumprir o que assinou. Mãos que conduzem.
O dedo em
riste para frente e acima indica o futuro. Mãos “proféticas”?
Mas e o coração? Em meu coração não há dedos
para indicar o futuro, mas há rumos que indicam horizontes.
Minha mão, às vezes, estica o dedo em riste e increpa. Outras vezes empunha a caneta como se fosse uma
espada, Golpeando seus traçados e linhas contra os maus.
Porém no meu coração os horizontes são empíreos, onde estão guardados os ideais perenes que nunca
morreram. Então ali está a luta mais sublime e de guerra
transcendente.
Nesse debate entre meu coração e minha mão, as
faíscas de argumentos são sempre construtivas.
Numa coisa sempre estamos em comum acordo: mão e
coração. É que ambos nos unimos, mão e coração, para
fazer uma prece e agradecer a Deus.
Deslizar
a caneta sobre um papel... Parece
fácil? Mas não é.
É preciso muita oração. O
que a mão escreve, depende do que vai no coração.
É dessa
forma que por um escrito se salva uma alma.
Pelas
mãos do escritor se conhece seu coração, sua alma. E se sua alma e seu coração
estiverem “presos” nos erros do mundo moderno, o que sairá dali?
Cuidemos
de nossa alma, sejamos virtuosos. Se tivermos a graça de Deus:
Porque não sereis vós que falareis, mas é o Espírito de
vosso Pai que falará em vós. (São Mateus, 10:20)
Quando, porém, vos levarem às sinagogas, perante os
magistrados e as autoridades, não vos preocupeis com o que haveis de falar em
vossa defesa, porque o Espírito Santo vos inspirará naquela hora o que deveis
dizer. (São Lucas, 12:11-12)
Escrevamos,
meus amigos Apóstolos pelas letras e pelas histórias, com caridade cristã.
Sejamos ferozes e implacáveis contra o mal, mas caridosos com nossos irmãos.
Mãos
escrevem, os lábios rezam. Assim, a todo o escrito deve ser acompanhado de
uma oração.
Quando
postas em oração as mãos atingem o Céu.
Que Nossa
Senhora abençoe a todos nós.
Autoria: Euclydes Jorge Addeu, em 04 de novembro
de 2010